A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do local de detenção na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, provocou uma explosão de críticas nas redes sociais por parte de aliados, incluindo o deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB).
Em uma postagem nas suas redes sociais, Cabo Gilberto classificou a transferência como um “autoritarismo puro” e um “abuso de poder institucionalizado”, afirmando que a punição é política e desproporcional. Para o parlamentar, Bolsonaro “não representa risco à sociedade” e deveria cumprir sua pena em prisão domiciliar, em sua própria casa, em vez de ser enviado a uma unidade vinculada ao sistema penitenciário.
Polêmica política e repercussão
A transferência de Bolsonaro para a Papudinha ocorre enquanto ele cumpre uma pena de mais de 27 anos de prisão por envolvimento em um processo sobre uma tentativa de golpe de Estado. A chegada à nova unidade foi acompanhada de medidas definidas pelo STF, como a realização de uma junta médica oficial para avaliar possíveis necessidades de saúde e de infraestrutura.
Saúde
A defesa de Bolsonaro vinha apresentando pedidos para que ele fosse atendido em prisão domiciliar por motivos de saúde, alegando que suas condições não eram adequadamente atendidas na Superintendência da PF. Embora a transferência para a Papudinha represente uma instalação com mais espaço, possibilidade de atendimento médico continuado e maior tempo para visitas familiares, o pedido de prisão domiciliar foi negado pelo STF.
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PB DEBATE / Con portal da Capital



