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A emenda de R$ 2 milhões, destinada pelo deputado federal paraibano Cabo Gilberto Silva (PL) para um clube de tiro, reascende a discussão sobre prioridades com o dinheiro público em um país tão desigual. A destinação foi bloqueada por decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba.
Não há critérios claros sobre destinação dos bilhões em emendas a que o Congresso Nacional têm direito e cresce os olhos ano a ano. Porque o país pode até parar, mas se cortar emendas o “mundo”, deles, se acaba usando uma linguagem bem popular.
A única “concessão” dos parlamentares é que a destinação desses recursos seja para a área de saúde. O restante tem sido usada para segurar os municípios-base.
Não é de hoje que as emendas se transformaram em moeda de voto em eleições, para afagar bolhas já tão abastadas. Mas, também não dá para ignorar que estão mais “democráticas”. Ou seja, chegando a mais cidades. Pelo menos isso.
Esse desvirtuamento não é ilegal, mas pode ser taxado de “imoral”. Em 2025, o deputado federal Fábio Teruel (MDB-SP) destinou R$ 2,2 milhões via emenda Pix (aquela sem rastreio) para recapear ruas de um condomínio de luxo onde mora em São Paulo.
Enquanto isso, milhares de pessoas não têm acesso a transporte público, por exemplo, devido a ruas não pavimentadas.
Falta ao Congresso transparência na destinação, o que vem sendo alvo de questionamentos por parte do Supremo Tribunal Federal. Falta ainda colocar a mão na consciência – será que é pedir muito? – e estabelecer critérios mais justos para a destinação desse orçamento bilionário.
Com Sony Lacerda



